Como calculamos
Cada número deste site sai de uma fórmula fixa aplicada sobre votos nominais públicos. Nenhuma etapa envolve opinião, inferência ou preenchimento de dado ausente — o que não atinge a amostra mínima simplesmente não aparece.
1. Classificação de bloco (Esquerda / Centro / Direita)
Cada partido tem um rótulo de posicionamento no espectro político (ex: “Centro-esquerda a esquerda”), atribuído por consenso editorial da Wikipedia — nunca por nós. Esse rótulo é reduzido a um dos 3 blocos por leitura literal do intervalo já citado pela fonte:
- Se o intervalo alcança a extremidade pura de um lado (ex: termina em “esquerda” ou “direita”), o partido entra nesse bloco.
- Se o intervalo não sai do território “Centro” (ex: “Centro a centro-direita”), o partido entra em Centro.
Isso não introduz nenhuma informação que a fonte não tenha — só agrupa o que já está lá. A ficha de cada deputado lista, por bloco, todos os partidos agrupados nele com o rótulo original de cada um, para a nuance não se perder na simplificação.
ver tabela completa dos 22 partidos, com fonte específica de cada um →2. Posição majoritária do bloco numa votação
Para cada votação nominal, olhamos como cada deputado do bloco votou (Sim / Não / Abstenção) e a posição do bloco naquela votação é o voto mais frequente entre eles:
Regra de amostra mínima: um bloco só tem posição majoritária numa votação com pelo menos 3 votantes. Abaixo disso, a votação é marcada como “amostra insuficiente” e não entra no cálculo de alinhamento de nenhum deputado.
Como cada voto bruto da API é tratado:
- Sim / Não — mantidos como posição de mérito.
- Artigo 17 (presença sem posição de mérito) — tratado como Abstenção, mesmo efeito prático.
- Obstrução — não é uma posição de voto. É uma tática regimental de ausência coordenada pela bancada/liderança para impedir quórum (RICD art. 82, §6º). Confundir isso com uma abstenção individual misturaria um boicote coletivo com uma escolha de neutralidade do deputado — por isso é excluído do cálculo inteiramente, como se o deputado não tivesse participado daquela votação.
- tipoVoto ausente (null) mesmo com resultado agregado disponível — descartado, nunca inferido a partir do agregado da votação.
3. Percentual de alinhamento do deputado (por bloco e por tema)
Para cada votação em que o deputado votou Sim ou Não (abstenção do próprio deputado não conta a favor nem contra), comparamos o voto dele com a posição majoritária de cada bloco naquela votação — só quando o bloco tinha posição válida (não “amostra insuficiente”):
Regra de amostra mínima: um percentual só é exibido para uma combinação deputado + bloco + tema com pelo menos 10 votações consideradas. Abaixo disso, a métrica não aparece — não é arredondada nem aproximada, simplesmente fica ausente na ficha.
O número de votações que de fato convergiram (o numerador exato, não uma aproximação de porcentagem) também fica visível em cada linha da ficha — “X de Y votações convergiram”.
4. Por que sempre 3 números por tema, nunca 1
Cada tema mostra o alinhamento com os 3 blocos (Esquerda, Centro, Direita) lado a lado, nunca um placar único combinando os três. Um número único esconderia com qual bloco o deputado mais se aproxima em cada assunto — e resumir tudo numa única pontuação geral (como alguns sites do gênero fazem) esconderia até a variação entre temas diferentes, que é exatamente o dado mais informativo disponível.
5. Por que o quiz “Ranking de deputados” é diferente dos outros dois
Os quizzes “Adivinhe o voto” e “Alinhamento pontual” sempre comparam você com um deputado por vez — nunca somam respostas de deputados diferentes numa métrica só sobre você. O terceiro quiz, Ranking de deputados, é uma exceção deliberada a essa regra: ele acumula 8 respostas e monta um ranking nomeado — com foto — dos deputados com mais votos em comum com você. Na prática, isso o aproxima de uma ferramenta de matching político (o mesmo tipo do Politicando/Bússola Eleitoral), o que os outros dois quizzes evitam de propósito.
O que continua valendo, mesmo com essa mudança:
- Nenhum rótulo de espectro político é atribuído a você — o resultado é sempre “X de Y votos em comum”, nunca “você é de esquerda/direita”.
- Nada fica salvo além da sessão do navegador — sem conta, sem histórico entre visitas.
- Cada “voto em comum” é rastreável até a votação real (link para o projeto completo), mantendo a fonte sempre visível.
- O ranking ordena primeiro pela contagem absoluta de votos em comum (não só percentual), pra não inflar artificialmente quem teve poucas comparações válidas.
6. Fontes dos dados
- Votos nominais, deputados, proposições: API Dados Abertos da Câmara dos Deputados.
- Despesas (cota parlamentar): arquivo em lote da Cota para Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP), publicado pela Câmara dos Deputados e atualizado diariamente — cada linha é uma nota fiscal já reembolsada, soma bruta, sem nenhuma interpretação.
- Rótulo de posicionamento por partido: consenso editorial da Wikipedia.
- Candidaturas 2026: TSE (candidatura já registrada oficialmente, não é especulação de pré-candidatura).
- Silhuetas dos estados no filtro da home: MapSVG, licença Creative Commons Attribution 4.0 International (CC BY 4.0), via o pacote
@svg-maps/brazil.
A fonte de cada dado fica visível junto do próprio dado na ficha, nunca só aqui.